Disney Shit!

Lone_ranger_silver_1965

Ontem assisti a versão disneymatográfica de “O Cavaleiro Solitário” (The Lone Ranger).
Para você entender o raciocínio é bom saber:
Lone Ranger (idioticamente traduzido no Brasil como “o Zorro sem capa e espada” é um mascarado ex-Texas Rangers, que, com seu amigo índio Tonto, luta contra a injustiça no Velho Oeste americano. O personagem tornou-se um ícone duradouro da cultura norte-americana.
Ele apareceu pela primeira vez em 1933 em um programa de rádio concebido pelo proprietário da estação de rádio WXYZ de Detroit , George W. Trendle e pelo escritor da série Fran Striker. O personagem foi inspirado no Texas Rangers Captain John R. Hughes, a quem o livro “The Lone Star Ranger”, de Zane Grey, foi dedicado em 1915. Hughes caçou a quadrilha que matou o Capitão Frank Jones, dos Texas Rangers, em uma emboscada. O show provou ser um sucesso e gerou uma série de livros (em grande parte escrito por Striker ), um programa de televisão igualmente popular de 1949 a 1957 e histórias em quadrinhos e filmes. O personagem-título foi interpretado no rádio por George Seaton, Earle Graser e o mais memorável Brace Beemer. Para os telespectadores, Clayton Moore foi o Lone Ranger. Tonto foi interpretado por, entre outros, John Todd, Roland Parker e na série de televisão por Jay Silverheels .
Saindo em seu cavalo branco, Silver, o Lone Ranger gritava, “Hi- Yo, Silver! Away!”. E Enquanto ele galopava Silver, sempre tinha um incauto que perguntava: “Quem é aquele mascarado, a propósito?”. Tonto nominou o Lone Ranger de “Ke-mo sah-bee”, supostamente significando tanto “olheiro fiel” como “amigo de confiança” no idioma Comanche; e na versão disneymatográfica a primeira idiotice: “irmão errado”. Essas frases de efeito, assim como sua balas de prata, tornaram-se suas marcas registradas, assim como a música-tema, de William Tell.
Sabido isso, resta explicar que o enredo e a inspiração à criação da personagem se deu com o sério propósito de contar um momento da história dos colonizadores norte-americanos e toda a luta e a corrupção que rolou nas Terras Comanches.
Os idiotas roteiristas da Disney atual parece que não estudaram história e transformaram a versão de 2013 em um pastelão tão idiota como eles. Até mesmo uma criança, que parece ser o target desta versão (mais uma idiotice, pois, a personagem foi criada e cultuado por adultos, ao longo destes anos todos), reputa como patético e desiste de assistir logo no começo do filme, pois, não entende nada!
Jonny Depp, no papel de Tonto, como era de se esperar, “salva a fita”. O pitoresco é que o nome do índio, Tonto, apesar de ser o nome original do personagem e não “Dumb”, que corresponde à palavra em inglês, descreve o perfil da personagem. Parece que o criador deu o nome latino como uma forma subliminar, pois, a cultura egoísta norte-americana sequer tem uma vaga idéia do que significa. A real é que de tonto ele não tem nada. Tonto foi concebido como um irreverente, que se faz de “tonto” para se dar bem.
O ator Armie Hammer interpreta bem o Cavaleiro Solitário, pelo menos como manda o roteiro idiota, tipo um Batman de Adam West, contudo, sem a primazia do humor, da sátira e da inteligência de William Dozier.
Há de se acrescentar que o “politica/moralmente correto”, a demagoga marca registrada deste início de século XXI, continua causando vômitos ao se assistir a qualquer filme da atualidade, o que me causa imensa saudade da espetacular liberdade de expressão da década de 70, como um todo!

Advertisements